Terapias Fetais
não invasivas

Na medicina fetal, as intervenções terapêuticas visam corrigir ou
minimizar condições que ameaçam a vida do feto ou podem resultar
em complicações graves no pós-natal.
Elas podem ser classificadas em dois tipos principais: invasivas e não
invasivas. A escolha do método depende da condição a ser tratada,
da gravidade, do estágio da gestação e dos riscos envolvidos

Infecção fetal por HIV (AIDS)


Terapia Antirretroviral (TARV): - Antes e Durante a Gravidez: As mulheres grávidas com HIV devem receber terapia antirretroviral (TARV) combinada o mais cedo possível para suprimir a carga viral a níveis indetectáveis, o que é essencial para prevenir a transmissão vertical. - Durante o Parto: Em casos de alta carga viral no final da gravidez, pode-se recomendar cesariana eletiva para reduzir o risco de transmissão durante o parto. Além disso, a zidovudina intravenosa pode ser administrada durante o trabalho de parto. - Pós-Nascimento: O Recém-Nascido, após o nascimento, deve receber profilaxia com antirretrovirais por um período de 4 a 6 semanas. Se a mãe não recebeu tratamento adequado durante a gravidez, pode ser necessário um regime antirretroviral mais eficaz para o bebê. - Amamentação: A amamentação geralmente não é recomendada para mães HIV-positivas em países onde a fórmula infantil segura está disponível, pois o HIV pode ser transmitido através do leite materno. No entanto, em alguns contextos, a amamentação pode ser considerada se a mãe estiver em TARV e tiver carga viral indetectável.
Resultados: O manejo adequado com TARV durante a gravidez, parto, e no período neonatal é altamente eficaz na prevenção da transmissão vertical do HIV. Quando seguido corretamente, o risco de transmissão pode ser minimizado, permitindo que o bebê nasça e cresça sem infecção pelo HIV. Além disso, a mãe se beneficia de um controle eficaz de sua condição, melhorando tanto a saúde materna quanto a fetal.

Infecção fetal pela Hepatite B


Importância: A hepatite B é uma infecção viral que pode ser transmitida de mãe para filho durante a gravidez, principalmente durante o parto. A infecção neonatal por hepatite B tem uma alta probabilidade de se tornar crônica, o que pode levar a complicações graves a longo prazo, como cirrose hepática e carcinoma hepatocelular
Método: Terapia Antiviral Materna: Em gestantes com carga viral elevada, pode ser iniciado no terceiro trimestre para reduzir a carga viral materna e, consequentemente, o risco de transmissão para o bebê. •MEDIDAS IMEDIATAS AO NASCIMENTO: Vacina contra Hepatite B: Todos os recém-nascidos de mães com hepatite B devem receber a primeira dose da vacina contra hepatite B nas primeiras 12 horas de vida. Imunoglobulina contra Hepatite B (HBIG): Além da vacina, os recém-nascidos devem receber uma dose de HBIG também nas primeiras 12 horas de vida. Esta combinação é altamente eficaz na prevenção da transmissão do vírus. •SEGUIMENTO PÓS-NATAL: Esquema de Vacinação: O bebê deve continuar o esquema de vacinação contra hepatite B com doses adicionais aos 1 e 6 meses de idade. Testagem Pós-Vacinação: Após o esquema de vacinação, é recomendada a realização de exames de sangue para verificar a eficácia da vacinação (anti-HBs e HBsAg) entre 9 e 18 meses de idade.
Resultados:: A combinação de vacinação precoce e administração de HBIG reduz o risco de transmissão vertical de hepatite B de aproximadamente 90% quase (0%). Se as medidas forem aplicadas corretamente, a grande maioria dos bebês nascerá sem infecção e desenvolverá imunidade contra o vírus.