PCR (reação em cadeia da polimerase)
Definição: A PCR é uma técnica laboratorial que amplifica pequenas quantidades de DNA, permitindo a detecção e análise de sequências genéticas específicas. Esta amplificação é realizada em ciclos, cada um dos quais duplica a quantidade de DNA-alvo.
Utilização na medicina fetal:
Diagnóstico de doenças genéticas monogênicas: A PCR é utilizada para diagnosticar doenças genéticas causadas por mutações em genes específicos, como fibrose cística, distrofia muscular de Duchenne, displasias esqueléticas e hemoglobinopatias (como anemia falciforme). A PCR pode ser realizada em DNA extraído de células fetais obtidas por biópsia de vilo coriônico, amniocentese ou até mesmo do sangue fetal.
Diagnóstico de infecções fetais:
A PCR é amplamente utilizada para detectar infecções congênitas, como citomegalovírus (CMV), toxoplasmose, Parvovírus B19, Zika e herpes simples. Como a PCR é altamente sensível, pode detectar a presença de DNA ou RNA viral em amostras de líquido amniótico ou sangue fetal.
Tipagem genética e compatibilidade: :
PCR também é utilizada para determinar o tipo de HLA (antígenos leucocitários humanos), em casos onde há necessidade de transplantes intrauterinos ou em tratamento pós-natal.
Vantagens e limitações:
Vantagens: Alta sensibilidade e especificidade, capacidade de detectar mutações pontuais, pequenas deleções/duplicações, e presença de patógenos com alta precisão. É um método rápido e eficiente.
Limitações: A PCR é específica para as sequências de DNA-alvo. Portanto, é necessário conhecimento prévio da mutação ou sequência genética que se deseja investigar. Além disso, há risco de contaminação cruzada, que pode levar a resultados falso-positivos.