Os testes de rastreamento são exames feitos na gestante ou no feto para
avaliar o risco de complicações durante a gestação. É importante entender que
avaliar o risco materno-fetal significa estimar a probabilidade de ocorrerem
problemas, expressa em dados estatísticos.
O rastreamento das anomalias fetais é feito ao longo de toda a gestação, pois
algumas alterações podem ser detectadas já no primeiro trimestre, enquanto
outras só aparecem mais tarde. Essas anomalias são divididas em dois
grandes grupos: anatômicas e genéticas.
Grande parte das anomalias anatômicas são rastreadas e diagnosticadas por
meio da ultrassonografia. Já as anomalias genéticas estão relacionadas a
alterações nos cromossomos ou no DNA fetal. É importante destacar que
essas alterações podem ser inicialmente suspeitadas pela ultrassonografia,
mas só podem ser confirmadas por um teste genético.
Os testes de rastreamento são fundamentais porque orientam as mudanças
necessárias no acompanhamento pré-natal. As intervenções baseadas nesses
testes têm como objetivo melhorar a saúde da mãe, do feto e do
recém-nascido.
Nos casos de risco aumentado para pré-eclâmpsia, parto prematuro e
restrição de crescimento, o casal pode se beneficiar de tratamentos
preventivos que reduzem a chance dessas complicações ocorrerem.
Se for diagnosticada alguma malformação fetal, em alguns casos é possível
realizar correções ou tratamentos paliativos ainda dentro do útero.
Na avaliação de alterações cromossômicas e genéticas, o casal pode optar
por testes de rastreamento, como o Teste Pré-Natal Não Invasivo (NIPT), o
exame morfológico do primeiro trimestre e o exame morfológico do segundo
trimestre. Também há a opção de realizar testes diagnósticos, como a
amostragem de vilosidades coriônicas, a amniocentese ou a cordocentese.